terça-feira, 10 de julho de 2007

O Elemento Base



Formação original de 1997:
Fernando Morais - vocais
André Schmitt - guitarra solo
Aderson Roberto - guitarra base
Leonardo Garcia - baixo
André Peralta - bateria
Formação do ano de 2000:
Fabrício Roland - vocais
André Schmitt - guitarra solo
Aderson Roberto - guitarra base
Leonardo Garcia - baixo
André Peralta - bateria



O que acontece quando alguns vizinhos que gostam do mesmo estilo de música e manifestam algum interesse por algum instrumento musical? Nasce uma Banda.

Foi assim que aconteceu conosco, André Peralta, vizinho de Leonardo Garcia, amigo de Fernando Morais, que conhecia eu, que era colega de André Schmitt. Este foi o embrião inicial do Elemento Base, banda na qual toquei a minha humilde guitarrinha durante alguns anos.

Éramos todos músicos iniciantes, alguns de nós mal sabia tocar o seu instrumento, mas onde faltava técnica, sobrava vontade e tesão! Lembro dos dias que virávamos ensaiando em um cubículo que ousávamos chamar de estúdio.

Com esta formação ainda meio tosca chegamos a fazer alguns shows, desde animação de festa junina, alguns aniversários e até alguns eventos promovidos pelas prefeituras de Viamão e Porto Alegre (aguardem os vídeos, em breve no Youtube!).

Depois de quase dois anos tocando apenas covers das nossas bandas preferidas, resolvemos nos dedicar as nossas próprias canções. A coisa toda fluía muito bem e eu realmente gostava do que fazíamos. Das fases em que eu participei da banda, esta sem dúvida é a que me deixa mais saudades.

Em outrubro de 2000 alcancei um objetivo na minha vida. Consegui me casar com a mulher que eu tanto desejava (e acreditem, não foi fácil). Era a minha despedida do Elemento Base. Dedicar horas, as vezes dias a composição e infinitos ensaios já não era mais possível para mim. Meu tempo agora era dedicado 100% a minha esposa Liliane.

Mas o Elemento Base já era uma realidade e a minha saída pouco influenciou no desenvolvimento da banda.

Aqueles garotos que começaram a tocar juntos apenas como um passatempo ou uma brincadeira, amadureceram e gradualmente o som que produziam foi tomando uma cara mais profissional. O tempo era um aliado deles, e conforme passava, ia aprimorando a técnica dos membros remanescentes. Não tardou para que Fernando Morais o então vocalista da banda deixasse o Elemento Base também pois não conseguira evoluir como os demais companheiros. Em seu lugar entrou Fabrício Roland.

O novo vocalista foi apresentado por André Peralta e tinha (e ainda tem) a seu favor uma peculariedade que o tornava muito especial, o seu timbre de voz. Fabrício estava para o Dinho Ouro Preto assim como o vocalista Kim (do Catedral) estava para Renato Russo. A semelhança com o vocalista do Capital Inicial foi um fator determinante para o ingresso de Fabrício na banda uma vez que todos eram fãs declarados do grupo de Brasília.

Com esta formação a qual eu considero a melhor o Elemento base gravou o seu 1º e único CD. Foram três meses de gravações trancafiados na casa de André Schmitt no melhor estilo "Big Brother" (só podiam sair de lá depois de concluírem o trabalho). Assim como o reality Show da TV, não faltaram brigas e desavenças no decorrer do processo. O saldo desta empreitada foi um CD com uma qualidade excepcional e um integrante a menos na banda. André Schmitt, a alma musical da banda não resiste a fadiga e é "eliminado" do Elemento Base.

Na minha opinião o Elemento Base acabou aí. Os membros que ficaram ou os que entraram depois, não mantiveram a pegada anterior. Os arranjos das canções eram quase todos compostos por André Schimitt e executa-los sem a sua presença ficou meio complicado. Ainda assim a banda persiste e assim como eu, colhe os louros do passado. Tem uma comunidade no Orkut e volta e meia fico sabendo de um show aqui e outro acolá... mas nunca com a mesma formação. Uma pena.

Abaixo deixarei para download uma das músicas que fiz quando eu ainda era integrante da Banda. Embora ela seja de minha autoria, foi executada após a minha saída do grupo com novos arranjos e uma pegada bem mais pesada. Para quem gosta de Capital Inicial eu recomendo, nem que seja somente a título de curiosidade, dada a semelhança entre as duas bandas.

Esta canção é minha filha. Embora na versão oficial eu esteja dividindo os créditos com Leonardo Garcia, ela é minha filha. Usei um esboço do meu amigo Léo para compo-la e acredito ter ficado bastante pessoal, por isso acho que a paternidade desta canção me pertence. No entanto devo admitir que os arranjos novos introduzidos pelo guitarrista André Schmitt deram uma cara muito mais "Rocker" para a música.


Para baixar a música "Nada é Igual" da banda Elemento Base, clique aqui.

Gostaram? Então aí vão os links para as outra músicas do CD:

Todos o Downloads serão feitos via Rapidshare, depois que você for desviado para a página deles basta selecionar a opção "FREE" e digitar aquelas letrinhas chatas. O download começará de imediato rapidamente e sem filas. Bom proveito.

Para baixar a música "Eu Fui Ver O Amanhecer " clique aqui.

Para baixar a música "Deixo_De_Lado" clique aqui.

Para baixar a música "Sem_Precisar_Dizer_Que_Te_Amo" clique aqui.

Para baixar a música "Nada_Acontece" clique aqui.

Para baixar a música "Flores_Não_Caem_Do_Céu" clique aqui.

Para baixar a música "Talvez_Por_Vergonha" clique aqui.

Para baixar a música "Maldição" clique aqui.

Para baixar a música "O_Lado_Escuro_Do_Mundo" clique aqui.

Para baixar a música "Giulha" clique aqui.

Para baixar a música "Triste_Destino" clique aqui.

Para baixar a música "Pode_Ser_Tarde" clique aqui.

É isso aí, o CD inteirinho da Elemento Base, se você baixou, não deixe de enviar o seu comentário, se gostou, indique a seus amigos!

sábado, 7 de julho de 2007

Instituto de Artes do Rio Grande do Sul

Em 1997 ingressei na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Se eu disser que minha estadia por lá foi de pouca serventia estarei mentindo, mas definitivamente não era o que eu estava procurando. Em primeiro lugar o quadrinho em si era desconsiderado pelos professores de lá, costumavam dizer que aquilo não se tratava de arte e sim um produto meramente comercial. A arte deveria ser feita pela arte e movida apenas pela inspiração do artista. Qualquer outro motivo que justificasse a produção de uma obra (dinheiro por exemplo) não era bem vista e costumava ser menosprezada. Trabalhar em cima de um estilo pré determinado que não fosse o seu também era considerada uma prática de mau grado. Foi uma época bastante difícil para mim. Imaginem um cara que fez quadrinhos durante uma vida inteira ficar um semestre inteiro sem poder desenhar uma figura humana. No primeiro semestre do curso de Artes Plásticas é assim, aprende-se somente os fundamentos do desenho (linha, texturas, composição, fidelidade, intensidade) e para isso usamos como tema somente a natureza morta. Um saco.
A partir do segundo semestre a coisa começa a melhorar um pouco, começamos a fazer uma cadeira chamada "desenho da figura humana 1". São introduzidas aulas com modelo vivo e também o uso de cores (antes só podíamos usar o grafite). O desenho que esta ilustrando este post foi feito em uma destas aulas. Fiz ele em cima de um rápido esboço de cinco minutos, depois a modelo mudava de posição e permanecia por cerca de dez minutos. Nesta fase tínhamos que definir cores e texturas a serem utilizadas. Por último ela retornava a posição original e permanecia por mais vinte e cinco minutos. Era nesta fase que dávamos o acabamento no desenho.
Acho que eu não fui um bom aluno, pois por mais que eu me dedicasse, meus trabalhos sempre ficavam parecidos com quadrinhos e como eu já disse, os professores não gostavam muito disso.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Made in U.S.A.

Este personagem criei com o intuito de dar umas alfinetadas no pessoal que eu julgava meio "bitolado". Minha intenção era ser irônico com aqueles que se limitavam a comer, usar, consumir de um modo geral o que vinha dos Estados Unidos. Gostaria de coloca-lo em confronto direto nas mais diversas e inusitadas situações, como por exemplo: brigar com um balconista que lhe oferecesse guaraná ao invés de Coca-Cola, tirar o palheiro de um caipira e lhe dar um maço de Malboro, tentar convencer as demais pessoas que os lanches do Macdonalds eram bons e saudáveis, etc... e muitas outras que só você lendo a História para saber.
Houve uma época em minha vida que eu fui uma tanto quanto exacerbado no diz respeito a nacionalismo. Só ouvia Legião Urbana, livros somente de autores nacionais e quadrinhos preferencialmente com artistas brasileiros. Realmente me incomodava ver adolescentes idolatrando (embora eu também o fizesse) os quadrinhistas americanos. Ficava pensando nos bons artistas que tinha-mos por aqui trabalhando e mostrando sua arte no universo underground. Na minha opinião o sol deveria brilhar para todos e os consumidores de quadrinhos e produtos afins deveriam também dar uma pouco de atenção para o que era produzido por aqui.
Hoje reconheço que foi apenas uma fase da minha vida, um pensamento que se foi do mesmo modo que veio. Hoje penso que o espaço deva ser conquistado pela sua qualidade e não por nacionalidade. Se os quadrinhos gringos aparecem mais que o nosso, talvez seja porque são realmente melhores, cabe a nós então produzir mais e melhor e deixar de se lamentar.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Escovinha de Dentes


Para fazer este desenho usei como referência fotográfica uma foto de uma modelo. O visual sado masoquista ficou por minha conta, mas a magreza da moça foi fielmente retratada por mim. A garota parecia extremamente anoréxica, seus ossos chegavam a ficar salientes em algumas regiões da pele. Para criar os cenários nesta ilustração eu fiz uso de uma técnica que aprendi com Marcos Pinto no curso do Visuart. Era bastante simples, mas dava um resultado bem legal no final. Colocava uma ou duas gotas de Nanquim nas cerdas de uma escova de dentes e depois "pulverizava" sobre o desenho em uma área previamente demarcada e limitada por máscaras de papel ou fita crepe. É claro que hoje fazemos isso mais rápido e com uma resultado talvez melhor no computador, mas naquela época não tinha nada disso não, era tudo no braço, se queria um efeito diferente tinha que usar a criatividade.

terça-feira, 3 de julho de 2007

Mestre Mcfarlane

No comecinho dos anos noventa surgiu um desenhista que iriam servir de inspiração a uma geração inteira de fãs. Seu nome era Todd McFarlane. Meu primeiro contato com a obra deste artista foi nas HQs do Incrível Hulk. Lembro de ficar absolutamente impressionado com o estilo do cara, conseguia ser realista sem ser acadêmico, conseguia ter muito estilo sem ser completamente autoral. Nos anos noventa a cada 10 capas de gibis, pelo menos 7 eram feitas por ele, mesmo que o interior da revista trouxesse outro desenhista, somente a capa feita por mackfarlaine já garantia 50% das vendas. Um fenômeno que mais tarde dividiria o seu brilho com outros grandes nomes. A ilustração que eu fiz aí em cima é um exemplo desta influência, é claro que no meu caso mal dá para se notar, mas acreditem, em 1996 o meu sonho era desenhar como Todd McFarlane. O desenho foi todo feito com uma caneta a Nanquim (eu achava que os caras usavam isso) e foi mega hachurado ficando mais parecido com uma xilogravura. Mais tarde fiquei sabendo que se usava bico de pena ou pincel e a caneta ficava limitada aos traços com régua ou letras. Demorou.

segunda-feira, 2 de julho de 2007

A Capa do Fanzine Panta

Esta é a famosa capa do Panta, Zine que eu editei no final dos anos noventa. A ilustração mostra o corpo de uma mulher abandonado em um suposto pântano embora o nome Panta de nada tinha a ver com o tema referido. Trazia três histórias de minha autoria e uma de meu amigo Paulo Mog a qual eu apenas arte finalizei. O fanzine também contou com a colaboração de Carlos Lersh que contribuiu com um texto sobre as mazelas da literatura nacional. Foi um bom zine, um "filho" do qual me orgulho muito pois alcançou os seus objetivos no que tange a qualidade. E uma pena foi eu não dispor de um computador naquela época para dar um tratamento melhor acabado no material, principalmente nos textos, que foram todos escritos na arcaica máquina de escrever ou na mão mesmo. Saudades.

A garota certa na hora errada...

Há sete anos atraz fiz este desenho. Era um presente para uma garota que conheci... talvez a melhor, mas é claro, isso eu nunca ficarei sabendo pois não ficamos juntos. Sei apenas que não fui um cara legal com ela, sei que eu estava passando por um momento difícil e que talvez eu a tenha usado. Sei que ela não se importou com isso e me trouxe de volta a felicidade. Sei também que não dei o valor merecido a esta atitude. A única coisa que eu não sabia era esta culpa que não vai embora, caminha junto comigo e volta e meia da as caras. Sete anos de silêncio foi um bom tempo, acreditem. Ficarei agora mais sete, acompanhando apenas de longe e contando com a sorte de cruzar o teu caminho mais algumas vezes assim como foram nos sete anos que se passaram. "A garota certa na hora errada". Foi isso que eu disse a ela sete anos atraz. Minha opinião ainda não mudou eu reconheço, mas se algum dia nesta vida ela resolver me ofertar com o seu perdão, estarei aqui esperando...

quarta-feira, 20 de junho de 2007

Revista Animax

No finalzinho dos anos noventa uma publicação Paulista fora do eixo Abril/Globo começou a se destacar no mercado dos quadrinhos. Era a revista Animax da editora Magnum. Os desenhos de anime gradativamente iam tomando o lugar dos já manjados americanos. Seguindo esta tendência, a revista Animax entra no mercado para suprir uma lacuna que as duas editoras que detinham o monopólio dos quadrinhos no Brasil estavam deixando. Mas o que mais me chamou a atenção na breve saga da revista Animax, foi o seu investimento na produção nacional. Até então produzir material de um personagem já consagrado em outro país era uma coisa quase que inédita, somente a Editora Abril fazia isto com as historinhas do Senhor Disney. A ilustração acima foi uma das tantas que enviei para que fossem avaliadas por Sergio Peixoto o então editor da revista. A esperança de ser absorvido pelo mercado de trabalho era grande, pois eles lançaram no Brasil um título da Revista do Personagem japonês Megaman com produção 100% tupiniquim. Artistas nacionais criavam os roteiros e todas as etapas da arte. eu bem que tentei enganá los, mas meu estilo realmente não era este e eu acho que eles perceberam.
Retifico...
Segundo meu grande amigo e assessor para assuntos aleatórios, Jorge Luís, http://jjorgelcp.blogspot.com/
a façanha de publicar um personagem estrangeiro com produção nacional já havia acontecido antes. Contando somente com a memória, o "googleman" lembrou de alguns casos como o da Editora Ebal que vez que outra criava umas HQs com os super heróis da Marvel (Xmen, Nick Fury...). É possível que o Fantasma também tenha ganhado uma versão brasuca.

Arghh!!!!!






....lá pelas tantas, depois de muito receber cartas e zines sobre quadrinhos, chegou em minhas mãos um Fanzine um tanto quanto diferente. Era uma publicação de Peter Baiestorf e abordava uma temática um tanto quanto exêntrica (para mim pelo menos). Peter fazia filmes de terror no melhor estilo cine trash e seu zine para mim soava como o Underground do Underground. Recebi um exemplar do Zine Arghh (este era o nome do folhetim) e tentei entrar no clima, fiz diversas ilustrações para enviar a título de colaboração. Mas acho que não fui muito feliz, pois até onde eu sei nenhuma das ilustrações foi aproveitada. Paciência, não foi a primeira e talvez não será a última. Como já dizia aquele velho "big brother": "Faz parte"!






Abaixo a filmografia de Peter Baiestorf:



Longas:
Criaturas Hediondas (1993)
Criaturas Hediondas 2 (1994)
O Monstro Legume do Espaço (1995)
Eles Comem Sua Carne (1996)
Caquinha Superstar A Go-Go (1996)
Blerghhh!!! (1996)
Bondage (1996)
Super Chacrinha e Seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Galuber Rocha (1997)
Gore Gore Gays (1998)
Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998)
Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998)
Raiva (2001)
Cerveja Atômica (2003)
A Curtição do Avacalho (2006)
O Monstro Legume do Espaço 2 (2006)
Médias:
Açougueiros (1994)
Chapado (1997)
Zombio (1999)
Não Há Encenação Hoje (2002)
Palhaço TristeLongas:
Criaturas Hediondas (1993)
Criaturas Hediondas 2 (1994)
O Monstro Legume do Espaço (1995)
Eles Comem Sua Carne (1996)
Caquinha Superstar A Go-Go (1996)
Blerghhh!!! (1996)
Bondage (1996)
Super Chacrinha e Seu Amigo Ultra-Shit em Crise Vs. Deus e o Diabo na Terra de Galuber Rocha (1997)
Gore Gore Gays (1998)
Sacanagens Bestiais dos Arcanjos Fálicos (1998)
Bagaceiradas Mexicanas em Palmitos City (1998)
Raiva (2001)
Cerveja Atômica (2003)
A Curtição do Avacalho (2006)
O Monstro Legume do Espaço 2 (2006)
Médias:
Açougueiros (1994)
Chapado (1997)
Zombio (1999)
Não Há Encenação Hoje (2002)
Palhaço Triste

terça-feira, 19 de junho de 2007

Poder de Fogo

O fanzine Poder de Fogo era editado e publicado pelo grupo já citado neste blog; Visuart. Em um primeiro momento os alunos aprendiam noções básicas de histórias em quadrinhos. Todos tinham que produzir uma história de no máximo dez páginas e no mínimo quatro com livre escolha de tema. Uma vez concluído o trabalho, criávamos um zine e em regime de multirão bancávamos a publicação do mesmo. Em um segundo momento, simulava-mos a rotina de um Estudio Profissional. Trabalhava-mos em equipe com estilos,personagens e temas pré determinados. O Poder de fogo era como se fosse o trabalho de conclusão de um curso, a cada turma era lançada uma nova edição pelos alunos e supervisionada pelos professores.
Cada uma dos professores cedeu um dos seu personagens para os alunos desenvolverem. A ilustração acima é do personagem criado por Daniel HDR, o Demônio.

Panta

Live! Este é o espírito da coisa. Estava em um momento meio difícil da minha vida até que um grupo de amigos me convidaram para fazermos um trabalho juntos. Já que estavam todos com muita disposição, propuz a criação de uma revista ao invés de um Zine. Era a Panta, revista que a muito tempo eu vinha idealizando. Minha intenção neste trabalho era profissionalizar os fanzines que eu e meus amigos publicávamos. Nos reunimos, cada um com a sua especialidade e começamos a trabalhar. O resultado desta empreitada foi meio injusto, pois todos criamos bons trabalhos, mas o sonho de transformar o Zine em uma revista ficou só na vontade.
É realmente muito difícil publicar neste Brasil que tanto gosto. Tudo é muito difícil, caro, e requer uma verba de quem trabalha de graça o que acaba inviabilizando o projeto.
A ilustração acima era uma sugestão minha para a capa do zine, mas não foi escolhida pelo grupo. Preferimos um outro desenho que trazia uma mulher supostamente morta, de bruços em um pântano. Fazia mais sentido dado o nome da revista: "Panta". O único detalhe é que este nome nada tinha a ver com pântano, tratava-se de uma homenagem ao meu falecido pai, o velho Panta. É claro que eu nunca contei nada disso para ninguém, afinal de contas, o nome já havia sido aprovado mesmo.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Redentor...

Marcos Franco. Este é o cara que criou o personagem acima, Redentor um super herói baiano todo estiloso. M. Franco ficou conhecendo minha arte através de um outro fanzine e gostou o suficiente para me pedir uma colaboração. Me mandou então um roteiro de quatro páginas que trazia uma aventura do seu personagem Redentor. Nesta HQ Redentor iria enfrentar o bispo Almir Mascarenhas, nada mais nada menos que o próprio coisa ruim em pessoa! É claro que o Redentor vence a luta e manda o falso bispo de volta para os confins do inferno libertando assim as vítimas da história, os crentes que seguiam o falso profeta. Marcos Franco nunca mais me escreveu e eu não fiquei sabendo se ele chegou a publicar a história que desenhei. Se alguém souber, por favor me contem!
PS:
Pois é, quem é vivo sempre aparece, agradeço ao amigo por entrar em contato. Então com a palavra, Marcos Franco:
"Nascido e criado na cidade Feira de Santana (Bahia), em 1975, Marcos Franco, assim como muitos, iniciou a produção de HQs desde a infância. Colecionador compulsivo, consumia gibis dos mais diversos gêneros e estilos. Conseqüentemente, passou a querer cada vez mais, não se contentando somente a colecionar, mas sim produzir também. Assim, começou a criar seus próprios personagens, entre rabiscando e muitas idéias, projetando suas primeiras HQs.Após conhecer o veterano quadrinista Leônidas Grego, Marcos Franco ampliou seus próprios conhecimentos sobre a produção de HQs, principalmente através do vasto universo dos fanzines. Ao iniciar suas produções, demonstrou reais interesses na arte seqüencial, mesmo tomando ciência da tamanha dificuldade que as HQs enfrentam em nosso país.Seu primeiro fanzine editado foi o “Mutante”, em 1993. Ao lado de seu primo Teilom Lima e o amigo-irmão Cesar Trindade, o zine trazia uma HQ com o personagem título. Em 1996 surgiu o “Studio Made in Bahia”, núcleo de quadrinhos criado com o intuito de difundir os quadrinhos na cidade e revelar talentos locais. E foi o que aconteceu. Grandes talentos foram revelados, 15 no total. Após um convênio com o museu de arte contemporânea da cidade (entidade mantida pela prefeitura local), o núcleo realizou exposições e mostras de quadrinhos, resultando até mesmo na revista independente Brazuca Comics.Desde então, Marcos Franco esteve sempre em atividades, demonstrando um diferencial em seus roteiros, sempre num processo evolutivo. Já publicou em diversos fanzines no Brasil afora, inclusive em revistas independentes, como a “Impacto Fabricado no Brasil”. É autor da HQ “O Maníaco do Parque”, editada originalmente na revista independente “Crânio/Velta/Redentor”, um excelente roteiro de sua autoria, utilizando fatos reais com o universos das personagens (está disponível em versão digital através do site: www.hqfiles.hpg.ig.com.br/ezine/hqs/veltacranioredentor/vcr001.htmlda saga “Epopéia”, o maior crossover entre super-heróis brasileiros já visto, onde roteirizou em parceria de Eleniltom Freitas (pode ser acessada através do site: w http://www.comicsbr.hpg.ig.com.br/inicial.htm ); e em breve o lançamento da revista Fantasia e Ficção, programada para este ano ainda(confira a programação: www.lagartonegro.com.br/noticias_015.php) .Entre suas criações, as personagens de maior destaque são o “Redentor” (que em 2006 comemorou 10 anos de existência) e “Penintência”. Contatos com Marcos Franco: redentor.franco@bol.com.br"

Alice


Lembram do filme "Scanners - Sua mente pode destruir". Eram uns caras que conseguiam explodir algumas cabeças usando para isso somente o poder da mente. Foi partindo desta premissa que criei esta personagem, Alice, uma garota adolescente com os tradicionais problemas de sua idade. Sua única diferença em relação as demais garotas é que sem mais nem menos Alice começa a se descobrir uma tele cinética. Deixar essa menina nervosa podia ser muito arriscado pois a mesma ainda não tinha o domínio sobre a plenitude de seus poderes.
Tudo muito bonito, só que depois que eu já estava com dez páginas prontas, descobri que havia um Mangá chamado "Garota Sensitiva" e que sua história era bastante semelhante a minha. Como certamente iriam dizer que eu copiei o trabalho alheio, acabei desistindo do meu projeto. Ficou condenado a permanecer na gaveta por dez anos. Bom, a sentença acabou e hoje ele esta livre para ser apreciado por quem quiser ver, basta entrar no blog.

Esfumato

Sabe quando você é obrigado a fazer uma coisa que não gosta só para mostrar que é capaz. Pois bem, o desenho a cima é um caso destes. Tinha uma amiga que vivia me pedindo para desenha-la, mas não gosto de fazer este tipo de desenho. Não quero menosprezar o trabalho de quem faz, mas acho que há pouca arte e muita técnica nestes trabalhos. A pessoa que será o objecto da arte sempre irá querer uma traço que seja o mais próximo possível da realidade e quanto mais você consegue este objetivo, menos pessoal ficará a obra. É provável que quando conseguires alcançar a tão almejada perfeição ninguém reconhecerá o seu trabalho pois não haverá nem um toque pessoal ali, apenas técnica e isto qualquer um pode aprender com muita dedicação. Gosto sim de caricaturas, de preferência aquelas em que consigo identificar o autor somente pelo traço ou estilo. Gosto de trabalhos autorais e bastante estilizados, daqueles que você gosta ou odeia. Assim já dizia uma certa passagem bíblica: "seja frio ou seja quente, mas nunca seja morno".

Ganov...

Este é um quadrinho de uma história do Super herói Ganov. Nesta segunda aventura do personagem resolvi dar uma caprichada nos detalhes. O resultado é que comecei com um padrão que depois nem eu tive saco para dar continuidade. Acabou ficando como mais uma da série de histórias inacabadas. Para ser o antagonista desta HQ, escolhi um personagem que estava frequentando todas as mídias imagináveis no ano de 1996, o "chupa-cabras". Na minha versão o chupa-cabras era um Alien (inteligente/racional) que havia ficado na terra por algum motivo (tipo o E.T. do Spilberg) e estava perdido e com fome. Alimentava-se de animais no campo e poderia se defender muito bem caso fosse atacado. O anti herói politicamente incorreto Ganov foi lá (Interior de Santo Antônio da Patrulha) para investigar e acabou bagunçando tudo como era de costume...