
Para quem curtiu ver a banda Elemento Base em sua primeira apresentação tocando a música "Será" da banda Legião Urbana, aí vai mais uma!
Este Blog tem como finalidade mostrar um pouco do meu trabalho como desenhista. Na época que fiz estas ilustrações e HQs, publicar era quase que uma missão impossível. Hoje não é muito diferente, mas dispomos de outros recursos para se fazer enxergar. O Blog é um deles, a todos os meus antigos e novos amigos que visitaram este blog, muito obrigado, se gostou, recomende a seus amigos, se não, aos inimigos!




Éramos todos músicos iniciantes, alguns de nós mal sabia tocar o seu instrumento, mas onde faltava técnica, sobrava vontade e tesão! Lembro dos dias que virávamos ensaiando em um cubículo que ousávamos chamar de estúdio.
Com esta formação ainda meio tosca chegamos a fazer alguns shows, desde animação de festa junina, alguns aniversários e até alguns eventos promovidos pelas prefeituras de Viamão e Porto Alegre (aguardem os vídeos, em breve no Youtube!).
Depois de quase dois anos tocando apenas covers das nossas bandas preferidas, resolvemos nos dedicar as nossas próprias canções. A coisa toda fluía muito bem e eu realmente gostava do que fazíamos. Das fases em que eu participei da banda, esta sem dúvida é a que me deixa mais saudades.
Em outrubro de 2000 alcancei um objetivo na minha vida. Consegui me casar com a mulher que eu tanto desejava (e acreditem, não foi fácil). Era a minha despedida do Elemento Base. Dedicar horas, as vezes dias a composição e infinitos ensaios já não era mais possível para mim. Meu tempo agora era dedicado 100% a minha esposa Liliane.
Mas o Elemento Base já era uma realidade e a minha saída pouco influenciou no desenvolvimento da banda.
Aqueles garotos que começaram a tocar juntos apenas como um passatempo ou uma brincadeira, amadureceram e gradualmente o som que produziam foi tomando uma cara mais profissional. O tempo era um aliado deles, e conforme passava, ia aprimorando a técnica dos membros remanescentes. Não tardou para que Fernando Morais o então vocalista da banda deixasse o Elemento Base também pois não conseguira evoluir como os demais companheiros. Em seu lugar entrou Fabrício Roland.
O novo vocalista foi apresentado por André Peralta e tinha (e ainda tem) a seu favor uma peculariedade que o tornava muito especial, o seu timbre de voz. Fabrício estava para o Dinho Ouro Preto assim como o vocalista Kim (do Catedral) estava para Renato Russo. A semelhança com o vocalista do Capital Inicial foi um fator determinante para o ingresso de Fabrício na banda uma vez que todos eram fãs declarados do grupo de Brasília.
Com esta formação a qual eu considero a melhor o Elemento base gravou o seu 1º e único CD. Foram três meses de gravações trancafiados na casa de André Schmitt no melhor estilo "Big Brother" (só podiam sair de lá depois de concluírem o trabalho). Assim como o reality Show da TV, não faltaram brigas e desavenças no decorrer do processo. O saldo desta empreitada foi um CD com uma qualidade excepcional e um integrante a menos na banda. André Schmitt, a alma musical da banda não resiste a fadiga e é "eliminado" do Elemento Base.
Na minha opinião o Elemento Base acabou aí. Os membros que ficaram ou os que entraram depois, não mantiveram a pegada anterior. Os arranjos das canções eram quase todos compostos por André Schimitt e executa-los sem a sua presença ficou meio complicado. Ainda assim a banda persiste e assim como eu, colhe os louros do passado. Tem uma comunidade no Orkut e volta e meia fico sabendo de um show aqui e outro acolá... mas nunca com a mesma formação. Uma pena.
Abaixo deixarei para download uma das músicas que fiz quando eu ainda era integrante da Banda. Embora ela seja de minha autoria, foi executada após a minha saída do grupo com novos arranjos e uma pegada bem mais pesada. Para quem gosta de Capital Inicial eu recomendo, nem que seja somente a título de curiosidade, dada a semelhança entre as duas bandas.
Esta canção é minha filha. Embora na versão oficial eu esteja dividindo os créditos com Leonardo Garcia, ela é minha filha. Usei um esboço do meu amigo Léo para compo-la e acredito ter ficado bastante pessoal, por isso acho que a paternidade desta canção me pertence. No entanto devo admitir que os arranjos novos introduzidos pelo guitarrista André Schmitt deram uma cara muito mais "Rocker" para a música.
Para baixar a música "Nada é Igual" da banda Elemento Base, clique aqui.
Gostaram? Então aí vão os links para as outra músicas do CD:
Todos o Downloads serão feitos via Rapidshare, depois que você for desviado para a página deles basta selecionar a opção "FREE" e digitar aquelas letrinhas chatas. O download começará de imediato rapidamente e sem filas. Bom proveito.
Para baixar a música "Eu Fui Ver O Amanhecer " clique aqui.
Para baixar a música "Deixo_De_Lado" clique aqui.
Para baixar a música "Sem_Precisar_Dizer_Que_Te_Amo" clique aqui.
Para baixar a música "Nada_Acontece" clique aqui.
Para baixar a música "Flores_Não_Caem_Do_Céu" clique aqui.
Para baixar a música "Talvez_Por_Vergonha" clique aqui.
Para baixar a música "Maldição" clique aqui.
Para baixar a música "O_Lado_Escuro_Do_Mundo" clique aqui.
Para baixar a música "Giulha" clique aqui.
Para baixar a música "Triste_Destino" clique aqui.
Para baixar a música "Pode_Ser_Tarde" clique aqui.
É isso aí, o CD inteirinho da Elemento Base, se você baixou, não deixe de enviar o seu comentário, se gostou, indique a seus amigos!
Em 1997 ingressei na Faculdade de Artes Plásticas da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Se eu disser que minha estadia por lá foi de pouca serventia estarei mentindo, mas definitivamente não era o que eu estava procurando. Em primeiro lugar o quadrinho em si era desconsiderado pelos professores de lá, costumavam dizer que aquilo não se tratava de arte e sim um produto meramente comercial. A arte deveria ser feita pela arte e movida apenas pela inspiração do artista. Qualquer outro motivo que justificasse a produção de uma obra (dinheiro por exemplo) não era bem vista e costumava ser menosprezada. Trabalhar em cima de um estilo pré determinado que não fosse o seu também era considerada uma prática de mau grado. Foi uma época bastante difícil para mim. Imaginem um cara que fez quadrinhos durante uma vida inteira ficar um semestre inteiro sem poder desenhar uma figura humana. No primeiro semestre do curso de Artes Plásticas é assim, aprende-se somente os fundamentos do desenho (linha, texturas, composição, fidelidade, intensidade) e para isso usamos como tema somente a natureza morta. Um saco.
Este personagem criei com o intuito de dar umas alfinetadas no pessoal que eu julgava meio "bitolado". Minha intenção era ser irônico com aqueles que se limitavam a comer, usar, consumir de um modo geral o que vinha dos Estados Unidos. Gostaria de coloca-lo em confronto direto nas mais diversas e inusitadas situações, como por exemplo: brigar com um balconista que lhe oferecesse guaraná ao invés de Coca-Cola, tirar o palheiro de um caipira e lhe dar um maço de Malboro, tentar convencer as demais pessoas que os lanches do Macdonalds eram bons e saudáveis, etc... e muitas outras que só você lendo a História para saber.
No comecinho dos anos noventa surgiu um desenhista que iriam servir de inspiração a uma geração inteira de fãs. Seu nome era Todd McFarlane. Meu primeiro contato com a obra deste artista foi nas HQs do Incrível Hulk. Lembro de ficar absolutamente impressionado com o estilo do cara, conseguia ser realista sem ser acadêmico, conseguia ter muito estilo sem ser completamente autoral. Nos anos noventa a cada 10 capas de gibis, pelo menos 7 eram feitas por ele, mesmo que o interior da revista trouxesse outro desenhista, somente a capa feita por mackfarlaine já garantia 50% das vendas. Um fenômeno que mais tarde dividiria o seu brilho com outros grandes nomes. A ilustração que eu fiz aí em cima é um exemplo desta influência, é claro que no meu caso mal dá para se notar, mas acreditem, em 1996 o meu sonho era desenhar como Todd McFarlane. O desenho foi todo feito com uma caneta a Nanquim (eu achava que os caras usavam isso) e foi mega hachurado ficando mais parecido com uma xilogravura. Mais tarde fiquei sabendo que se usava bico de pena ou pincel e a caneta ficava limitada aos traços com régua ou letras. Demorou.
Esta é a famosa capa do Panta, Zine que eu editei no final dos anos noventa. A ilustração mostra o corpo de uma mulher abandonado em um suposto pântano embora o nome Panta de nada tinha a ver com o tema referido. Trazia três histórias de minha autoria e uma de meu amigo Paulo Mog a qual eu apenas arte finalizei. O fanzine também contou com a colaboração de Carlos Lersh que contribuiu com um texto sobre as mazelas da literatura nacional. Foi um bom zine, um "filho" do qual me orgulho muito pois alcançou os seus objetivos no que tange a qualidade. E uma pena foi eu não dispor de um computador naquela época para dar um tratamento melhor acabado no material, principalmente nos textos, que foram todos escritos na arcaica máquina de escrever ou na mão mesmo. Saudades.
Há sete anos atraz fiz este desenho. Era um presente para uma garota que conheci... talvez a melhor, mas é claro, isso eu nunca ficarei sabendo pois não ficamos juntos. Sei apenas que não fui um cara legal com ela, sei que eu estava passando por um momento difícil e que talvez eu a tenha usado. Sei que ela não se importou com isso e me trouxe de volta a felicidade. Sei também que não dei o valor merecido a esta atitude. A única coisa que eu não sabia era esta culpa que não vai embora, caminha junto comigo e volta e meia da as caras. Sete anos de silêncio foi um bom tempo, acreditem. Ficarei agora mais sete, acompanhando apenas de longe e contando com a sorte de cruzar o teu caminho mais algumas vezes assim como foram nos sete anos que se passaram. "A garota certa na hora errada". Foi isso que eu disse a ela sete anos atraz. Minha opinião ainda não mudou eu reconheço, mas se algum dia nesta vida ela resolver me ofertar com o seu perdão, estarei aqui esperando...
No finalzinho dos anos noventa uma publicação Paulista fora do eixo Abril/Globo começou a se destacar no mercado dos quadrinhos. Era a revista Animax da editora Magnum. Os desenhos de anime gradativamente iam tomando o lugar dos já manjados americanos. Seguindo esta tendência, a revista Animax entra no mercado para suprir uma lacuna que as duas editoras que detinham o monopólio dos quadrinhos no Brasil estavam deixando. Mas o que mais me chamou a atenção na breve saga da revista Animax, foi o seu investimento na produção nacional. Até então produzir material de um personagem já consagrado em outro país era uma coisa quase que inédita, somente a Editora Abril fazia isto com as historinhas do Senhor Disney. A ilustração acima foi uma das tantas que enviei para que fossem avaliadas por Sergio Peixoto o então editor da revista. A esperança de ser absorvido pelo mercado de trabalho era grande, pois eles lançaram no Brasil um título da Revista do Personagem japonês Megaman com produção 100% tupiniquim. Artistas nacionais criavam os roteiros e todas as etapas da arte. eu bem que tentei enganá los, mas meu estilo realmente não era este e eu acho que eles perceberam.


O fanzine Poder de Fogo era editado e publicado pelo grupo já citado neste blog; Visuart. Em um primeiro momento os alunos aprendiam noções básicas de histórias em quadrinhos. Todos tinham que produzir uma história de no máximo dez páginas e no mínimo quatro com livre escolha de tema. Uma vez concluído o trabalho, criávamos um zine e em regime de multirão bancávamos a publicação do mesmo. Em um segundo momento, simulava-mos a rotina de um Estudio Profissional. Trabalhava-mos em equipe com estilos,personagens e temas pré determinados. O Poder de fogo era como se fosse o trabalho de conclusão de um curso, a cada turma era lançada uma nova edição pelos alunos e supervisionada pelos professores.
Live! Este é o espírito da coisa. Estava em um momento meio difícil da minha vida até que um grupo de amigos me convidaram para fazermos um trabalho juntos. Já que estavam todos com muita disposição, propuz a criação de uma revista ao invés de um Zine. Era a Panta, revista que a muito tempo eu vinha idealizando. Minha intenção neste trabalho era profissionalizar os fanzines que eu e meus amigos publicávamos. Nos reunimos, cada um com a sua especialidade e começamos a trabalhar. O resultado desta empreitada foi meio injusto, pois todos criamos bons trabalhos, mas o sonho de transformar o Zine em uma revista ficou só na vontade.
Marcos Franco. Este é o cara que criou o personagem acima, Redentor um super herói baiano todo estiloso. M. Franco ficou conhecendo minha arte através de um outro fanzine e gostou o suficiente para me pedir uma colaboração. Me mandou então um roteiro de quatro páginas que trazia uma aventura do seu personagem Redentor. Nesta HQ Redentor iria enfrentar o bispo Almir Mascarenhas, nada mais nada menos que o próprio coisa ruim em pessoa! É claro que o Redentor vence a luta e manda o falso bispo de volta para os confins do inferno libertando assim as vítimas da história, os crentes que seguiam o falso profeta. Marcos Franco nunca mais me escreveu e eu não fiquei sabendo se ele chegou a publicar a história que desenhei. Se alguém souber, por favor me contem!